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quarta-feira, 3 de outubro de 2007


Estive num fim-de-semana radical e, sem saber como nem porquê, vi-me em cima de uma ponte a alçar a perna para o lado de fora do gradeamento. (…) depois de algum tempo de luta com a minha mente, com os meus preconceitos, consegui largar o varão da ponte e tudo o que me era familiar e confortável, e encontrar uma sensação de conquista, plenitude e liberdade indescritível.

Tudo isto para reflectir sobre o que faço com a vida. Agarro-me a conceitos e a preconceitos, aos meus defeitos, aos meus tiques às minhas fobias, aos meus traumas, às minhas mágoas como se de coisas importantes se tratasse; como se esses elementos me definissem e formassem a minha identidade. Sou eu quem se limita, sou eu que me boicoto a mim mesma, não são os outros nem as circunstâncias. Por muitas justificações que tente encontrar fora, as verdadeiras razões estão dentro mágoa, porque não é só beleza é também obscuridade.

(…) aquilo que realmente conta e para o qual nasci é o meu coração e tudo o resto muitas vezes só atrapalha e limita a sua existência, quando fizer disto o meu dia-a-dia então estarei aberta a uma nova forma de estar na vida. …a entrega à vida e a tudo a que acredito será então mais plena.
adaptado de cruz alta - jornal paroquial
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não sei o quanto anulei
o quanto alterei dos meus comportamentos por respeito a "conceitos e preconceitos"
mas sei que no momento em que percebi que nasci para que o meu coração se enchesse de felicidade
então aí vi que tinha de romper preconceitos, viver cada acção com o seu verdadeiro sentido sem limites ou medos. só com respeito e o desejo de ser feliz.

posted by Marco Lourenço
14:30