Amor Próprio* Rui Zink
Era uma vez um homem. Esse homem às vezes sentia, sentia… enfim, sabe-se lá o que sentia. Nada que o casamento não curasse, pensava. Nada que o casamento com uma boa mulher não resolvesse.
Conheceu uma boa mulher, a quem amava, e que o amava também, a ele.
Casaram. Tiveram filhos. Quinze anos depois, o homem sentiu a primeira tentação do adultério e… bem, com um homem.
Mas resistiu.
Era importante para o seu amor-próprio. Nem sequer era pelo que os outros iriam pensar. Era pelo que ele próprio iria pensar.
* limite-próprio – s.m. condição própria; fronteira da qual o amor se pode aproximar indefinidamente sem nunca atingir o seu estado pleno de felicidade.
Era uma vez um homem. Esse homem às vezes sentia, sentia… enfim, sabe-se lá o que sentia. Nada que o casamento não curasse, pensava. Nada que o casamento com uma boa mulher não resolvesse.
Conheceu uma boa mulher, a quem amava, e que o amava também, a ele.
Casaram. Tiveram filhos. Quinze anos depois, o homem sentiu a primeira tentação do adultério e… bem, com um homem.
Mas resistiu.
Era importante para o seu amor-próprio. Nem sequer era pelo que os outros iriam pensar. Era pelo que ele próprio iria pensar.
* limite-próprio – s.m. condição própria; fronteira da qual o amor se pode aproximar indefinidamente sem nunca atingir o seu estado pleno de felicidade.

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